ADRIANA FEITOSA
“Eu achei que estava na vanguarda. Tive dois filhos, consegui entender minha sexualidade, aceita-la, vive-la, ter conseguido ser muito feliz, criei meus filhos sem preconceito – até quando eu contei para os meus filhos, eles viraram para mim e disseram que já sabiam. Até que me deparei com o fato de que minha filha está com problema na escola exatamente por ter um pensamento muito mais plural que eu o meu. Ela tem essa percepção de que existe uma ideia de identidade de gênero, que não é só a sexualidade, enfim, ela começou a me ensinar coisas. O que ela quis de aniversário foi contribuir para o financiamento da conferência – e, por conta de todas as minhas atribuições como mãe, e mais o trabalho etc., só pude vir com ela hoje [domingo, último dia]. Estou feliz como mãe, como mulher lésbica, como ser humano, porque vi aqui vocês falando tudo o que ela me fala em casa, e eu achei isso lindo. E o meu sonho para a próxima é que eu possa vir com ela todos os dias. O que eu vi aqui foi uma das coisas mais bonita, acho que minha filha vai levar isso para a vida. Estou muito feliz.”






DANIEL TEIXEIRA
“Raras vezes temos a chance de debater e vivenciar na prática a perspectiva interseccional ao lidarmos com as diferentes formas de opressão que experimentados. A cada ano a Conferência Internacionais [SSEX BBOX] nos oferece generosamente esta oportunidade, o que certamente representa uma de suas principais contribuições.” Daniel Teixeira, coordenador de Projetos do CEERT – Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades






BENEDITO MEDRADO
“Em tempos de crise e de graves ameaças a conquistas no campo dos direitos humanos é imprescindível garantir espaços como as Conferências Internacionais [SSEX BBOX], com toda essa troca, diálogo, produção de dissensos e construção criativa.” Benedito Medrado, co-fundador do Instituto PAPAI e coordenador do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco.






BETO DE JESUS
“Este encontro inaugurou um novo espaço – e quando eu digo novo não quero dizer que ele suplanta outros. Nós temos muitas necessidades. Há pessoas que preferem se organizar a partir de associações, então você tem encontros nacionais LGBT, encontros de pessoas que discutem essas questões dentro das universidades. Aqui, inaugurou-se uma outra forma, uma outra possibilidade. O que me encantou foi que esse espaço conseguiu se mostrar sem gesso, um espaço de muito frescor. Fiquei encantado de não ver as mesmas caras, de ver esse evento tocar novos corações e novas mentes. E isso é muito importante. O fato de arregimentar novos corações, novas mentes e novas caras é fundamental. Juntar pessoas que irão se mobilizar em outros espaços. E quando chega o novo, tem muito ego que se inflama. Essas pessoas estão chegando para tomar o meu lugar? Não! Ninguém venho tomar o lugar de ninguém. Até porque existe homofobia, transfobia, bifobia, para todo mundo. Queria que não tivesse. Vamos arregaçar as mangas e tocar para frente. Acho que esse encontro foi uma semente que precisa brotar. E eu queria que todas as pessoas que participaram dele ajudassem a regar essa ideia, a adubar essa ideia no dia a dia, para que no próximo esse lugar lote. Eu sou do movimento organizado, faço parte de associações, e sempre brinco dizendo que ser homem e ser mulher é muito pouco para mim. Eu quero ser o que eu quiser ser. E não quero que ninguém me coloque em caixas, que determinem o que eu posso ou não posso fazer”






SILVIO MANOUNG
“A realização de encontros com a participação, protagonismo e visibilidade do trabalho acadêmico, político e artístico da população LGBTQIA+, incluindo a agenda dos direitos sexuais de crianças e adolescentes, é absolutamente urgente para sensibilizar a sociedade, gerar e disseminar conhecimentos e fortalecer a atuação das redes e movimentos que atuam no campo da sexualidade e do gênero. Assim, as políticas públicas saem fortalecidas na perspectiva de uma sociedade mais justa, equitativa e para todos.” Silvio Manoug Kaloustian, coordenador do Escritório do Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância) para os estados de São Paulo e Minas Gerais.






LAERTE COUTINHO
“Eu estou aqui porque além de feito parte de mesas, também fiz parte das plateias – então estou aqui agora na qualidade de alguém viveu a conferência de vários pontos de vista, embora não tenha vindo todos os dias. E o que eu estou levando dessa conferência é um cenário que eu nunca tinha visto. Embora eu já tenha participado de vários eventos, seminários, simpósios, encontros de várias naturezas, eu nunca estive numa conferência como essa. Nas minhas postagens, compartilhando coisas da conferência, eu usei um verso do Sérgio Ricardo onde ele diz que vê o encontro como chegada e ponto de partida. Dificilmente eu vivi um momento onde isso se ajustasse mais. Essa ideia de um encontro que é acolhedor das ideias e das experiências, ao mesmo tempo em que forja novas vidas, novas ideias. Eu conversei com muita gente que veio a essa conferência e senti que há um desejo de viver, de produzir coisas e de movimentar uma roda que vai acabar fatalmente gerando a segunda conferência, novos momentos como esse. Eu saio com a sensação de ter visto um encontro produtivo de fato pela primeira vez. Embora eu não saiba direito qual coisa foi produzida aqui em termos de teses, de organização de ideias, fixação de conceitos – o que é hétero, o que é travesti, o que é viado, o que é a biu. Embora essas ideias tenham ficado mais ou menos no ponto em que estavam, existiu um contato – e acho que tem muito a ver com a inserção da comunicação não violenta – que trouxe para mim algo novo”






JAQUELINE GOMES
“Eu estou aqui porque além de feito parte de mesas, também fiz parte das plateias – então estou aqui agora na qualidade de alguém viveu a conferência de vários pontos de vista, embora não tenha vindo todos os dias. E o que eu estou levando dessa conferência é um cenário que eu nunca tinha visto. Embora eu já tenha participado de vários eventos, seminários, simpósios, encontros de várias naturezas, eu nunca estive numa conferência como essa. Nas minhas postagens, compartilhando coisas da conferência, eu usei um verso do Sérgio Ricardo onde ele diz que vê o encontro como chegada e ponto de partida. Dificilmente eu vivi um momento onde isso se ajustasse mais. Essa ideia de um encontro que é acolhedor das ideias e das experiências, ao mesmo tempo em que forja novas vidas, novas ideias. Eu conversei com muita gente que veio a essa conferência e senti que há um desejo de viver, de produzir coisas e de movimentar uma roda que vai acabar fatalmente gerando a segunda conferência, novos momentos como esse. Eu saio com a sensação de ter visto um encontro produtivo de fato pela primeira vez. Embora eu não saiba direito qual coisa foi produzida aqui em termos de teses, de organização de ideias, fixação de conceitos – o que é hétero, o que é travesti, o que é viado, o que é a biu. Embora essas ideias tenham ficado mais ou menos no ponto em que estavam, existiu um contato – e acho que tem muito a ver com a inserção da comunicação não violenta – que trouxe para mim algo novo”






VIVIANE VERGUEIRO
“Acredito que o [SSEX BBOX] tem trazido perspectivas interessantes para pensarmos diálogos sobre diversidades corporais, de identidades de gênero e sexualidades. Através de muitas colaborações incríveis, e com presenças diversas e inclusive divergentes, foi inovador e instigante em vários sentidos. E nos fez+faz re+pensar criticamente as homogeneidades de determinados espaços e os obstáculos interseccionais que podem persistir. Espero muito que este espaço de discussão e afeto continue!” Viviane Vergueiro Mestra em Cultura e Sociedade pela UFBA e integrante do CuS, com interesses principais em questões de estudos decoloniais e queer.






CAROLINE DE ASSIS
“Acredito que o [SSEX BBOX] tem trazido perspectivas interessantes para pensarmos diálogos sobre diversidades corporais, de identidades de gênero e sexualidades. Através de muitas colaborações incríveis, e com presenças diversas e inclusive divergentes, foi inovador e instigante em vários sentidos. E nos fez+faz re+pensar criticamente as homogeneidades de determinados espaços e os obstáculos interseccionais que podem persistir. Espero muito que este espaço de discussão e afeto continue!” Viviane Vergueiro Mestra em Cultura e Sociedade pela UFBA e integrante do CuS, com interesses principais em questões de estudos decoloniais e queer.






TATIANA NASCIMENTO
“Fui pra conferência [SSEX BBOX] vestindo minhas palavras com muita coragem y afeto; chegando lá ganhei duas surpresas y dois presentes. afeto levado pra estar em debate com marissa lobo y jota mombassa: amores pretos. cor/agem pq a mesa, muito urgente, irreverente, necessária, foi corajosa também: falar de negritude(s) e(m) cuíer! surpresas: reencontrar viviane vergueiro em toda sua sabedoria y amor & (re)conhecer a sueli feliziani. presentes: ser recebida com muito carinho pela produção do evento (pri, magô, cynthia: ceis são amor!); ver de novo a luana hansen rimando, com Thielly Queen. só o ou-ro (da oxum!), pro meu coração que o que mais ama nessas conferências é a possibilidade de encontros que encruzilham y transformam minha vida.”






LORYS VERÔNICA
“Nasci através da conferência, agora estou me adequando a minha nova realidade. Não tem sido fácil, mas sou corajosa.”






NEUSELI FERNANDES
O que me marcou bastante nessa conferência foi ver pessoas que são muito confortáveis, felizes, realizadas, da forma como elas são. O que eu levo daqui foi ver pessoas como a Márcia Rocha, a Viviany Beloboni, o Buck Angel, que assumem o seu corpo, suas vidas, e são orgulhosas disso. Porque a gente tem um discurso de que cada um tem que ser do jeito que é, tem que se amar etc., mas ver e ouvir essas pessoas foi uma das coisas que mais me marcou. O que eu queria para a próxima é que houvesse uma preocupação com as pessoas com deficiência auditiva, porque elas não tiveram a chance de acompanhar as mesas com libras






ANGELA LOPES
Falar sobre a Campanha Nacional “Sou Trans e Quero Dignidade e Respeito” na 1ª CONFERÊNCIA INTERNATIONAL [SSEX BBOX] e MIXBRASIL, foi uma possibilidade única de mostrar que os indivíduos “trans” estão buscando o seu espaço de fala e reivindicando a possibilidade de existência.


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