JOÃO W. NERY,
ESCRITOR E HOMEM TRANS

“Buck Angel tem orgulho de ser um homem com vagina. Eu tenho orgulho de ser um homem sem pênis. Mas estamos total de acordo, nossos discursos batem legal”.
“As masculinidades são várias”
“Muitos trans homens são gays, muitos são bissexuais. Eu sou hétero”

SILVIO MANOUG KALOUSTIAN,
COORDENADOR DO ESCRITÓRIO DO UNICEF (FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA INFÂNCIA)

“A realização de encontros com a participação, protagonismo e visibilidade do trabalho acadêmico, político e artístico da população LGBTQIA+, incluindo a agenda dos direitos sexuais de crianças e adolescentes, é absolutamente urgente para sensibilizar a sociedade, gerar e disseminar conhecimentos e fortalecer a atuação das redes e movimentos que atuam no campo da sexualidade e do gênero. Assim, as políticas públicas saem fortalecidas na perspectiva de uma sociedade mais justa, equitativa e para todos.” 

CAROL QUEEN, (E.U.A),
PH.D, ATIVISTA QUEER E RESPONSÁVEL, PELA INCLUSÃO DA BISSEXUALIDADE, COMO UMA IDENTIDADE POSITIVA, DENTRO DA SIGLA LGBT

“Me chamou a atenção como as pessoas da plateia estavam abertas a contarem suas histórias tão de cara. Poucas pessoas nos EUA fariam isso, acho que elas iriam preferir sentir o ambiente primeiro antes de dizer algo tão pessoal”.

CLAIRE RUMORE (E.U.A)
COACH E PROFESSORA DE SEXUALIDADE TÂNTRICA EM SÃO FRANCISCO

“Embora meus amigos brasileiros tenham me contado sobre as questões políticas que vocês brasileiros têm discutido e sobre todo o conservadorismo que tem chegado ao poder, eu honestamente ainda acho que a abertura para as questões da sexualidade se dão aqui no Brasil de uma forma que não acontece nos Estados Unidos”.

BUCK ANGEL, (E.U.A)
HOMEM TRANS E ATOR E PRODUTOR

“Precisei me tornar um homem para aceitar minha vagina”

LAERTE COUTINHO
CARTUNISTA E ÍCONE TRANS NO BRASIL

“Eu estou aqui porque além de feito parte de mesas, também fiz parte das plateias – então estou aqui agora na qualidade de alguém viveu a conferência de vários pontos de vista, embora não tenha vindo todos os dias. E o que eu estou levando dessa conferência é um cenário que eu nunca tinha visto. Embora eu já tenha participado de vários eventos, seminários, simpósios, encontros de várias naturezas, eu nunca estive numa conferência como essa. Nas minhas postagens, compartilhando coisas da conferência, eu usei um verso do Sérgio Ricardo onde ele diz que vê o encontro como chegada e ponto de partida. Dificilmente eu vivi um momento onde isso se ajustasse mais. Essa ideia de um encontro que é acolhedor das ideias e das experiências, ao mesmo tempo em que forja novas vidas, novas ideias. Eu conversei com muita gente que veio a essa conferência e senti que há um desejo de viver, de produzir coisas e de movimentar uma roda que vai acabar fatalmente gerando a segunda conferência, novos momentos como esse. Eu saio com a sensação de ter visto um encontro produtivo de fato pela primeira vez. Embora eu não saiba direito qual coisa foi produzida aqui em termos de teses, de organização de ideias, fixação de conceitos – o que é hétero, o que é travesti, o que é viado, o que é a biu. Embora essas ideias tenham ficado mais ou menos no ponto em que estavam, existiu um contato – e acho que tem muito a ver com a inserção da comunicação não violenta – que trouxe para mim algo novo”

DANIEL TEIXEIRA
COORDENADOR DE PROJETOS DO CEERT – CENTRO DE ESTUDOS DAS RELAÇÕES DO TRABALHO E DESIGUALDADES
“Raras vezes temos a chance de debater e vivenciar na prática a perspectiva interseccional ao lidarmos com as diferentes formas de opressão que experimentados. A cada ano a Conferência Internacionais [SSEX BBOX] nos oferece generosamente esta oportunidade, o que certamente representa uma de suas principais contribuições.”
CAROLINE DE ASSIS
PÚBLICO

“Me chamo Caroline, tenho 20 anos e saí do RJ na quinta-feira só para estar na [SSEX BBOX]. Voltei para casa ontem e até agora não consigo dormir direito pela quantidade de coisas que se passam pela minha cabeça. Essa conferência me deu tantos tapas na cara e tantos abraços. Me proporcionou momentos tão lindos, tão fortes, tão sensíveis, que está sendo difícil voltar para minha humilde e simples vida. Eu fui no intuito de ouvir e discutir, já que estou montando uma peça sobre um transgênero. Mas me surpreendi quando parei de pensar nisso e foquei em mim. E foi aí que me assustei e ao mesmo tempo, me entendi. A [SSEX BBOX] me abriu os olhos. E não só para o mundo. Me fez abrir os olhos para a minha pessoa. Quem eu sou. Quem eu sempre quis ser. Quem eu ainda não tenho coragem de mostrar. Que loucura! Eu não esperava ser tão afetada dessa forma. Bem, eu só queria dizer que nesses três dias de [SSEX BBOX] a Caroline-Artista foi deixada um pouco de lado para que o Bernardo-Pessoa pudesse, finalmente, se sentir FORTE.”

* USAMOS O ‘E’ EM ‘CONVIDADES’ (E O ‘X’ EM ALGUNS CASOS) COMO TENTATIVA DE INCLUSÃO DO GÊNERO NÃO BINÁRIO NA LÍNGUA PORTUGUESA E COMO ALTERNATIVA PARA A USUAL GENERALIZAÇÃO NO MASCULINO.

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